Nós vamos esperar, vamos chorar, vamos rogar pragas ao destino por nos colocar nesta situação. Vamos ter alergia ao amor, aos casais, às mãos dadas, aos finais felizes e vamos fingir que isso não é para nós. Vamos andar assim uns tempos, meio dormentes, sem sentir nada, nem amor, nem dor, nem tristeza, nem felicidade, até ao dia que em nos conformamos com a triste realidade de que o amor sozinho não chega.
E quando acharmos que estamos bem vamos baixar a guarda, tirar as barreiras e vamos esquecer a dor. Vai parecer que foi há já tanto tempo que nem nos lembramos de como foi mau, e vamos dizer para nós próprios “não foi assim tão insuportável”. E então vai surgir alguém que nos vai fazer esquecer tudo isto, que nos vai mostrar que dormência não é felicidade, que não sentir nada não é de, todo, tão bom como as borboletas no estômago, e vamos deixar-nos levar… O que vai acontecer? Possivelmente tudo de novo, o amor, a felicidade, a incongruência, a luta para sair, e o fim. Mas pode ser que não… pode ser que não...

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